terça-feira, 3 de maio de 2011

BOAS FESTAS!

Sim, eu sei que as festas de natal e ano novo já passaram faz tempo (álias, tudo de bom pra você, fiel leitor, hehe!), mas eu vou colocando os cartazes aqui conforme foram saindo e espaçando entre as bandas pra não ficar tããããooo repetitivo assim. Hoje post duplo pro DetSet e seu show especial com o repertório do Barão Vermelho justamente no natal e ano novo.

Quando pediram os cartazes pensei bastante se faria "normal" (normal entre aspas, né?) como os demais ou temáticos. Resolvi escancarar e me inspirei em cartões de boas festas mesmo. O motivo do martelo ter batido assim foi por eu achar que seria um diálogo interessante colocar o triplano Foker Dr. I do nosso carismático Barão Manfred Albrecht Freiherr von Richthofen, um verdadeiro às da aviação da Primeira Grande Guerra, em situações contraditórias com o cenário violento que nos surge em mente quando pensamos nesse personagem. Troquei tiros, morte e destruição por um ambiente onde a vibração positiva da esperança e o desejo de paz, amor e saúde predominam.

Pensando assim, não fiz nada muito ousado graficamente. O cartão (ou cartaz, tanto faz!) de natal é uma textura com efeito degradê verde cheio de flocos de neve estilizados. No meio uma tarja vermelha com o desenho do avião sendo puxado pelas renas do Papai Noel. Além dos personagens desse crossover serem antagônicos por si só, gosto de pensar num conto onde, numa noite natalina, o tanque de combustível do triplano é atingido e, quando a queda parecia inevitável, surgem Rudolph e sua turma (Rudolph, que álias, tem tudo a ver com o Barão já que é a rena do nariz VERMELHO!) salvando nosso herói. Quem sabe naquela noite, em agradecimento, o tio Manfred não ajudou o bom velhinho na entrega dos presentes?

Já no ano novo, predominou o branco e letras bonitinhas como se fossem um convite pra festa mesmo. Uma espécie de portal mágico mostra nosso protagonista voando durante a queima de fogos. Fiquei pensando em como existem semelhanças na diferença: o céu com clarões iluminados gerados pelos fogos de artifício lembram bastante os céus dos combates aéreos noturnos com explosões geradas por mísseis e rajadas de metralhadora. Visualmente são igualmente bonitos, mas o sentimento gerado por uma e por outra situação tem total contradição.

Essa contradição de situação talvez seja o que suplementa a falta de ousadia gráfica. Estamos falando de conceito. Mesmo que o receptor da mensagem não faça essas viagens que fiz ao olhar pros cartazes, não existe a possibilidade de, lá no fundo, a cabecinha dele não saber do absurdo que personagem e cenário representam. Dia desses, um cliente viu um trabalho meu e ficou na dúvida se aprovava por ser "clean demais", sugerindo poluir um pouco mais. Porém (TEM SEMPRE UM PORÉM!!!), era um caso bem semelhante a esse: a informação conceitual era tanta que, somar com visual também, seria passar da medida, ou seja, poluir o conceito! A gente tem que saber dosar informação pra não dar Ctrl+Alt+Del na cabeça da rapaziada. Uma coisa é ver o poster comigo mastigando as maluquices, outra completamente diferente, é colocar os olhos virgens na arte sem saber o que eu quero passar. É complicado, mas tenho que me colocar no lugar de quem está andando na rua e simplesmente vê essa folha colada num muro qualquer da cidade. No fim das contas, a gente tem que divulgar um show, né?

Um comentário:

Edvilma Alencar disse...

Esse post tá carimbado pro livro já né???? é PERFEITO!!!

Parabéns Mestre!