quarta-feira, 18 de maio de 2011

STEP BY STEP

Primeiro cartaz pro Foo Fighters Londrina, projeto cover baseado na banda do carismático Dave Grohl. Sempre achei uma banda muito "classuda", por isso tentei passar esse ar pra arte.

Textuta chapa de metal pro fundo. Pra combinar redesenhei a estrutura que aparece na capa do segundo disco da banda "The colour and the shape" (Roswell/Capitol Records - 1997). A diferença foi que, ao invés de manter as esferas brancas como na arte original, fiz e coloquei no lugar o logotipo redondo da banda que aparece em outro disco, a coletânea "Greatest hits" (RCA - 2009). Esse amalgama acabou criando uma nova figura.

Deixei a estrutura no canto esquerdo do poster e escrevi o nome da banda de maneira simples, assim como não inventei muito no informação do show. Pra mim, já estava passando o ar de classe e fim. Já ia mandar pra banda aprovar.

Porém (TEM SEMPRE UM PORÉM!!!), antes mostrei a arte pra um amigo que me visitou e ele perguntou de que site eu havia copiado o logotipo esférico da banda. Ahhhhh, meu pequeno girino, eu redesenhei essa imagem! O cara teve a pachorra de me olhar torto, incrédulo. Então desmontei o desenho pedaço por pedaço no Corel pra provar que era de minha autoria. Só que quando desmontei, achei muito bacana as bolas separadas cada uma na sua cor, e... EUREKA!!! O passo-a-passo do logotipo também faria parte do cartaz! Coloquei logo acima do nome da banda e, agora sim, a arte estava finalizada. Dias depois até pensei q facilitaria minha vida mostrar a minha logo dentro de uma esfera ali no cantinho como prova pro camarada, mas ainda bem que não tive essa idéia, senão não teria rolado essa iluminação acidental... há males que vem pro bem!

terça-feira, 3 de maio de 2011

BOAS FESTAS!

Sim, eu sei que as festas de natal e ano novo já passaram faz tempo (álias, tudo de bom pra você, fiel leitor, hehe!), mas eu vou colocando os cartazes aqui conforme foram saindo e espaçando entre as bandas pra não ficar tããããooo repetitivo assim. Hoje post duplo pro DetSet e seu show especial com o repertório do Barão Vermelho justamente no natal e ano novo.

Quando pediram os cartazes pensei bastante se faria "normal" (normal entre aspas, né?) como os demais ou temáticos. Resolvi escancarar e me inspirei em cartões de boas festas mesmo. O motivo do martelo ter batido assim foi por eu achar que seria um diálogo interessante colocar o triplano Foker Dr. I do nosso carismático Barão Manfred Albrecht Freiherr von Richthofen, um verdadeiro às da aviação da Primeira Grande Guerra, em situações contraditórias com o cenário violento que nos surge em mente quando pensamos nesse personagem. Troquei tiros, morte e destruição por um ambiente onde a vibração positiva da esperança e o desejo de paz, amor e saúde predominam.

Pensando assim, não fiz nada muito ousado graficamente. O cartão (ou cartaz, tanto faz!) de natal é uma textura com efeito degradê verde cheio de flocos de neve estilizados. No meio uma tarja vermelha com o desenho do avião sendo puxado pelas renas do Papai Noel. Além dos personagens desse crossover serem antagônicos por si só, gosto de pensar num conto onde, numa noite natalina, o tanque de combustível do triplano é atingido e, quando a queda parecia inevitável, surgem Rudolph e sua turma (Rudolph, que álias, tem tudo a ver com o Barão já que é a rena do nariz VERMELHO!) salvando nosso herói. Quem sabe naquela noite, em agradecimento, o tio Manfred não ajudou o bom velhinho na entrega dos presentes?

Já no ano novo, predominou o branco e letras bonitinhas como se fossem um convite pra festa mesmo. Uma espécie de portal mágico mostra nosso protagonista voando durante a queima de fogos. Fiquei pensando em como existem semelhanças na diferença: o céu com clarões iluminados gerados pelos fogos de artifício lembram bastante os céus dos combates aéreos noturnos com explosões geradas por mísseis e rajadas de metralhadora. Visualmente são igualmente bonitos, mas o sentimento gerado por uma e por outra situação tem total contradição.

Essa contradição de situação talvez seja o que suplementa a falta de ousadia gráfica. Estamos falando de conceito. Mesmo que o receptor da mensagem não faça essas viagens que fiz ao olhar pros cartazes, não existe a possibilidade de, lá no fundo, a cabecinha dele não saber do absurdo que personagem e cenário representam. Dia desses, um cliente viu um trabalho meu e ficou na dúvida se aprovava por ser "clean demais", sugerindo poluir um pouco mais. Porém (TEM SEMPRE UM PORÉM!!!), era um caso bem semelhante a esse: a informação conceitual era tanta que, somar com visual também, seria passar da medida, ou seja, poluir o conceito! A gente tem que saber dosar informação pra não dar Ctrl+Alt+Del na cabeça da rapaziada. Uma coisa é ver o poster comigo mastigando as maluquices, outra completamente diferente, é colocar os olhos virgens na arte sem saber o que eu quero passar. É complicado, mas tenho que me colocar no lugar de quem está andando na rua e simplesmente vê essa folha colada num muro qualquer da cidade. No fim das contas, a gente tem que divulgar um show, né?