quinta-feira, 15 de julho de 2010

NO LIMITE

Às vezes, trabalhar com a limitação pode gerar idéias interessantes. Nesse caso do Maracutaia do Samba, por exemplo, não poderia utilizar cores pra baratear o custo da impressão (fator que geralmente não me deixa tão contente ao receber o pedido).

Além disso, o Rosa (vocalista da banda) gostou dos cartazes anteriores que fazem uso de instrumentos referentes ao samba ou ao hip hop na arte. O pedido era que continuasse nessa linha.

Além disso (hehe!), o prazo era mega apertado.

E, claro, não poderiamos deixar de falar da maior de todas as limitações: o meu amor pelo minimalismo. No meio do fim das contas é sempre ele que me salva justamente nos momentos que penso estar mais amarrado. Dizem que gato acuado vira leão, né? Acho que é por aí mesmo.

Resolvi ir no inverso da fase de texturas que estava passando e apelei pro meu velho paint way of life. Peguei a foto de um pandeiro e desenhei por cima. Quando apaguei a foto sobrou a ilustração. Rabisquei o que me pareceu um caule e clonei mais alguns, criando assim, a primeira plantação de pandeiros da história.

Segui a linha do manual em todo o resto da arte. Desde o nome da banda até na minha própria logo. Olhando agora, não me agradou a disposição das informações (local, data, etc...). Hoje resolveria de forma diferente, deixando quase sem destaque.

Na época um pessoalzinho até elogiou e tals. Acho legal quando rola esse retorno porque eu mesmo não curto muito meus desenhos (apesar de ter um carinho especial dessas mais puxadas pro paint... deve ser minha alma tosca), então é bom saber quando agrada. Afinal, quem planta colhe!