quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

ROTEIRO DE FILME B

Essa é a arte de mais uma prévia daquilo que virá a ser o disco do Base 2. A banda decidiu distribuir/divulgar uma espécie de EP com as quatro primeiras canções que já estão finalizadas e coube a este que vos escreve conceber a capa que seria naquele envelope de couchê fosco, ou seja, lance simples, sem encarte com letras e etc. Apenas capa e contracapa.

Tive carta branca pra essa arte e desenvolvi a idéia de forma relativamente rápida. Já tinha feito uma capa nesses moldes pra banda (post ET. HOME. TELEPHONE.) e resolvi cita-la de leve (yes, eu curto uma auto-referência!). Enquanto baseei a primeira numa photo de satélite da Área 51, nessa nova quis destruir a imagem ainda mais. As manchas no papel preto amassado são a própria! A partir dessa primeira imagem pronta desencadeou-se a idéia toda.

Vendo os trabalhos anteriores fica evidente que adoro utilizar como fundo essas texturas de papel velho/manchado/amassado. Estava seguindo nesse caminho quando pensei "e se os papéis velhos fossem os protagonistas do filme dessa vez?". Eureka! O coadjuvante estava sendo promovido. Imaginei toda uma saga cinematográfica onde, por mexerem com a base militar mais secreta do mundo, os meliantes da banda estariam sendo espionados pelas autoridades poderosas e engravatadas do misterioso mundo encantado das conspirações. Então a capa seria uma visão da bagunçada mesa onde os arquivos confidenciais estariam devidamente espalhados após uma sigilosa pesquisa realizada por agentes dotados de intenções pouco amigáveis.

Por cima do papel preto joguei, logo de cara, uma folha branca pra contrastar. Nele sobrepus dois elementos:
1- o projeto de uma base militar arruinado pelos meus talentos destrutivos no photoshop;
2- duas séries de números binários (preta e vermelha).

Depois achei a foto de uma velha pasta de arquivo (de onde mais poderiam ter saído todas as informações espalhadas?) e cravei a logo da banda com um efeito que dá uma certa impressão de auto-relevo. Levei em consideração as dobras da embalagem ao aplicar o nome e cortei uma pequena parte da logo (vendo q a foto está toda torta, podemos supor que ela foi tirada às pressas por um agente duplo infiltrado com a intenção de alertar os garotos sobre o perigo que corriam...).


A contracapa é a continuação da foto, ou seja, a arte aberta mostra a imagem total da cena. Porém (TEM SEMPRE UM PORÉM!!!), como a lógica e a ordem dos fatores pedem que o receptor da mensagem comece olhando a capa e só depois vá pra contracapa, deixei as mais importantes informações pra esse pedaço (afinal de contas, revelações bombásticas só tem graça fornecidas no desfecho da película). Saindo debaixo da folha branca, vem uma tira rasgada com o nome das canções (ou seriam mensagens subliminares?) e, mais ao canto, a ficha que entrega toda a parada, claro! Contendo a especialidade de cada um dos quatro elementos, seus contatos e ainda revelando as mentes subversivas por trás de toda essa produção. Ah, o detalhe que, modéstia a parte, achei golpe de mestre é a marquinha do copo de café manchando a papelada (como se alguém tivesse passado uma noite toda debruçado sobre as informações).

Na bolacha, peguei o papel preto e joguei as imagens da folha branca. Depois escureci um pouco mais o geral e coloquei o nome da banda bem grande (tanto que fica cortato) na parte superior. Parece simples, né? Curiosamente esse foi o momento que mais quebrei a cabeça no processo todo, ficando algum tempo resolvendo cores e tamanho da logo com os próprios integrantes da banda.

Percebam que não existe citação nenhuma que faça referência a minha pessoa, livrando assim a minha cara de toda essa invasão de privacidade e garantindo a continuidade desse blog que continuará na sua singela missão de escancarar esses fatos absurdos, doa a quem doer! Como acaba essa stória? Buenas, talvez as revelações finais estejam no encerramento da trilogia, anunciada pro derradeiro projeto gráfico do disco Base 2. To be continued...

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