terça-feira, 14 de dezembro de 2010

SEGUNDO & PRIMEIRO

Salve, salve amigos do projectum simples! Mais de mês que não posto por aqui, então vamos colocar mãos à obra, yeah!

Conforme prometido há muito tempo atrás (post QUEM ESPERA...), aqui está o primeiro cartaz divulgado pro show da banda Detset só composto de músicas do Barão Vermelho. Eu tinha outra arte já feita pra essa situação, mas conforme explicado no link, meu pc explodiu naquela época e precisei fazer essa que você visualiza agora.

Comecei procurando uma foto de terreno rochoso, juntei nele um filtro vermelho e o fundo estava pronto. Depois coloquei bem grandona a logo da banda utilizada na capa da coletânea "Pedra, flor e espinho", lançada em 2002. Acima dela, entrou um pequenino "Detset especial" e logo abaixo o tema do show num tamanho maior (que é o importante nesse caso). Como eram 2 palavras pra cada frase, deixei uma em branco e outra num vermelho mais escuro.

Ah, mas certamente iria fazer referência ao carismático Manfred Albrecht Freiherr von Richthofen (1892-1918). Sim, ele mesmo! O às dos ases da aviação que tirava o sono de muito pilotinho da Tríplice Entente (turminha formada na Primeira Guerra Mundial composta pelos impérios Russo e Britânico, além da França e, mais tarde, os EUA) e do qual a banda carioca tirou seu nome. Buenas, acabei estragando a foto antiga de um piloto, transformando-a nessa esfinge triplicada logo acima das informações do show. Coisa pouca, mas saciou minha tara por citações nerds, hehe!

E assim termina a saga do segundo cartaz que na verdade é o primeiro (omg!). Na época, como foi a sapatada de estréia da banda com arte minha, acabaram rolando alguns elogios... eu, é claro, sempre curto quando rolam!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

LUCY IN THE SAMBA DOCE

Tenho ótimas lembranças do dia em que saiu esse cartaz: era uma manhã ensolarada meu sorriso estava amarrado na orelha. É raridade eu acordar de bom humor! Estava ouvindo discos psicodeliciosos dos Beatles, Beach Boys e Pink Floyd quando apareceu o pedido da arte. A lisergia transpareceu no resultado final.

Comecei e terminei durante o período matutino mesmo. A primeira idéia que veio a cabeça já era simples e prometia me agradar. Simplesmente peguei uma foto de circuito num layer e em outro um chapadão branco. Transformei a photo de um pandeiro num desenho, selecionei a figura e apaguei (de uma forma meio falha no meio) no layer branco. O circuito surgiu no formato do instrumento. Repeti processo com todos os elementos do cartaz (logo da banda, informações e até meu carimbo).

Gosto de fundos brancos. Esse ar clean me passa uma sensação muito tranquila, positiva e classuda. A informação pequena também sempre me agrada. Essa arte recebeu alguns elogios depois que começou a circular, o que colabora pra manutenção do bom humor escamoso, hehe!

E dei sorte de ter feito durante a manhã, pois choveu de tarde. Acredito que o tempo fechado não teria me proporcionado esse ar inspirativo levinho, levinho. Trampo rápido e tranquilo. Gostei de fazer!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

FAVELA CHICK

Mais um especial O Rappa que o Base 2 apronta na cidade. Aqui mantenho o lance de dar menos destaque pro nome da banda pra separar esse repertório do de show normal e inicio uma série de pequenas referências ao Rio de Janeiro que seguirão nos próximos cartazes com esse tema.

Nesse caso, a referência está no fundo. Misturei três texturas, duas de madeira e uma de papel pra dar esse clima meio favela que tinha tudo a ver com o boneco utilizado na capa do disco Instinto Coletivo (Warner-2001). Mesclei-o ao fundo deixando as sombras em destaque. Mantive a "porta" da imagem original pq ela se une ao fundo dando impressão de que ele é um castelo na favela e o cavaleiro trajando de elmo uma camiseta na cabeça é o rei no apogeu da sua glória, hehe!

Pra anunciar o show coloquei um retângulo branco deslocado em cima de um retângulo preto também torto. Depois fiz uns desenhos pontudos meio tribais como se estivessem vazando do quadrado de cima e escrevi o nome da banda colando a borda de baixo no retângulo preto pra tbm dar essa impressão de vazamento. De diferente só a palavra "especial" em vermelho.

As informações do show foram colocadas de forma diferente, seguindo a linha torta do título em destaque. Fiz as letras tortas e escapando dos limites em vermelho e preto. Também inverti a posição onde ficam deixando no lado esquerdo de quem lê (geralmente prefiro colocar no direito ou meio pra facilitar a visualização).

Carimbinho escamoso no canto e mais um pra conta! Até mês que vem estarei completando a primeira centena de cartazes desde que comecei a rabiscar sem querer. Legal, né? Eu tentei fugir de mim, mas pra onde eu ia, eu tava...

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

DE 10 ATÉ 100 MIL.

Sempre fui um grande admirador do Pato Fu. Tenho os discos, já fui a uma porrada de shows, gosto da maneira como se portam, etc... por isso adorei quando a Miriam Sampaio me falou que ia fazer um especial com músicas da banda e precisava de um cartaz.

Musicalmente e visualmente a banda sempre me passou uma visão de caos: Vão de uma sublime delicadeza até a tosquice mais desgraçada dos infernos. Como sou um defensor da utilização do Paint nos meus trabalhos, não tive pudores em fazer parte da arte ali mesmo! Peguei as três carinhas desenhadas na contracapa do "Rotomusic de Liquidificapum" (Cogumelo - 1993) qdos os patos ainda eram um trio e desenhei no mesmo esquema os dois integrantes q entraram depois.

Ainda no campo das citações, deixei uma bola vermelha de fundo (posteriormente zoada) pra lembrar a logo original da banda que fazia uma alusão à bandeira do Japão. Mas dei meu toque no nome da banda e acabei repetindo o processo nas informações sobre o show.

Pra fazer o fundo (já brincando no photoshop), misturei duas texturas muito loucas e ainda um quadro do Jackson Pollock (1912 - 1956) que também é um grande expoente em colocar ordem no caos, chapei num amarelildo e virou essa ode ao omelete que você pode visualizar. Ainda lasquei uma moldura e zoei com ela do mesmo jeito que fiz o círculo japonês.

Detalhezinhos: a logo do bar num cartão postal e os desenhos utilizados na capa do já citado "Rotomusic de Liquidificapum" (a parte debaixo culmina no meu carimbo, hehe!).

Ah! E um ponto que não curti foi colocar a escalação da banda no cartaz. A não ser q o baixista e o baterista sejam o Paul McCartney e o João Barone respectivamente (ehehe!), essa é uma informação desnecessária e que periga deixar a arte com cara de bula de remédio. Lembrem-se sempre, crianças, que menos é mais.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

CONCEITO OCTAGENÁRIO

Cartaz mega simples pro Pacman 80, porém (TEM SEMPRE UM PORÉM!!!) complicado é ser simples e ser simples é complicado. Pra chegar em determinado resultado é necessário o tal do conceito. E como criar conceitos? Buenas, no meu caso utilizo a informação colhida nas três décadas de vida. Toda ela! Claro, que sempre curti ficha técnica de discografias e biografias de músicos/bandas das mais variadas espécies. Isso dá um caldo para que a criação possa ser espontânea sem perder a cara do negócio (e diminuindo o risco de eu perder o amor/paixão/tesão/pauduressência também).

A curiosidade é que esse foi feito 100% no Corel (atualmente tô fazendo 50% ali e 50% no photoshop na grande maioria dos trabalhos). Deixei uma margem branca e simplesmente dividi o fundo em quadrados. É aí que entra o lance da referência: pesquise os anos oitenta e você vai dar de cara com um zilhão de misturas de cores gritantes e neons da vida. Colori aleatoriamente como se fosse um fundo de palco do Chacrinha ou do Sérgio Mallandro. Como NÃO ESTAMOS mais naquela década, o branco foi a base de tudo, deixei as cores num tom mais pastelzinho e ainda fiz um degradê onde a parte de cima bem mais clara que a de baixo. Essa foi uma opção pra dar um ar mais clean pra arte.

Centralizei uma grande logo do da banda com um sombreado verde pra destacar do fundo e, nas informações do show, fui direto numa fonte vazada que só o nome já explica o motivo da escolha: "NEON LIGTHS", hehe! Deixei uma de de cada cor e tava feita a oitentice!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

BECAUSE THE SKY IS BLUE

Buenas, parece que os Beatles for Sale gostaram do primeiro cartaz que fiz (post ALL YOU NEED IS) e resolveram pedir mais um, ueba! Ou, quem sabe, resolveram me dar outra chance pra ver se, dessa vez, eu acertaria a mão, hehe!

Preciso explicar de novo que tenho uma grande motivação pra fazer uma arte referente ao Fab Four? Não, né? Então comparei com o outro e pensei q, apesar do arco-íris de centro, o geral poderia ter mais cor. Então mãos à obra!

Repeti o arco-íris. Dessa vez ele não seria o centro da arte, e sim, um divisor de dimensão, circunstância, situação. Separaria a textura de papel velho utilizada no primeiro cartaz com um céu azul cheio de nuvens fofas (se alguém pensou em "Because" acertou o ângulo!).

Feito isso, coloquei a logo da Apple no centro de tudo com o nome da banda na frente dela. Atrás de tudo uma explosão de cores pra dar um arzinho psicodelicioso que tanto me agrada. Na minha cabeça isso era um "filtro de vida", o que tocasse ali, conheceria a mensagem beatle.

Então uma espécie de arrastão espérmico mutante rosada saí do papel rústico em direção a esse óvulo de maçã e, depois de atravessá-lo, sofre uma linda metamorfose e todos viram corações cheio de amor pra dar. Essa histórinha bonitinha é, definitivamente, a maluquice que mais gosto nessa arte.

De quebra, destruí uma foto dos Beatles e coloquei lá embaixo na forma de um malvado desenho azul. Reparem q o Ringo avista o arrastão espérmico mutante, o John conta pro Paul q faz uma cara de bobo e o George, pelo visto, já sabia.

Pra finalizar, infos em letras minúsculas e sem espaço entre elas. O que separa são cores e tamanhos de fonte.

Errr... eu já falei que gosto de Beatles, né?

sábado, 21 de agosto de 2010

QUEM ESPERA...

Apesar de ser o primeiro cartaz pro especial Barão Vermelho que apresento aqui no blog, na verdade, esse foi o segundo que saiu na vida real. Então pq catso não postei o de estréia? Simplesmente pela causa, motivo, razão e circunstância de que esta arte q vc vê agora foi desenvolvida UM ANO antes da primeira.

Explico: qdo nasceu o projeto, o Marcelo (batera da DetSet) comentou comigo de, quem sabe, fazer o poster. Me adiantei e fiz no dia seguinte. Acabou não rolando, mas deixei salvo no submundo dos arquivos escamosos.

Quando pensamos em Barão Vermelho qual é a primeira imagem q surge na cabeça? A banda? Ah, só se for pra vc, meu pequeno girino! Eu viajo diretamente pros tempos da Primeira Guerra Mundial e vislumbro uma de suas grandes estrelas: Manfred Albrecht Freiherr von Richthofen (1892-1918), às da aviação, vencedor de uns 80 combates aéreos e, por isso, o próprio Barão Vermelho.

Fui diretamente destruir uma imagem do triplano modelo Fokker DR1 utilizado pelo piloto, e deixei as informações do evento acompanhando sua inclinação. Fundo vermelho chapado (como não poderia deixar de ser) e ainda reproduzi o brasão alemão que estampa o avião na parte superior juntamente com guitarras (vermelhas, claro!) pra dar um tcham a mais.

Optei por não dar muito destaque pro nome da banda pelo fato do importante ser o tema do show (no caso Barão Vermelho). A banda DetSet faz shows com repertório variado e acredito ser mais adequado linkar o nome com essa situação.

Enfim, após doze meses, a banda pediu uma arte escamosa e falei q ela já estava pronta há tempos. Porém (TEM SEMPRE UM PORÉM!!!) na época, tinha dado um mega bug no meu pc e acabei fazendo outro cartaz enquanto não recuperava esse primeiro (q acabou virando segundo), ficou bacana também, mas essa é uma outra história pra um outro post. Até lá!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

NO LIMITE

Às vezes, trabalhar com a limitação pode gerar idéias interessantes. Nesse caso do Maracutaia do Samba, por exemplo, não poderia utilizar cores pra baratear o custo da impressão (fator que geralmente não me deixa tão contente ao receber o pedido).

Além disso, o Rosa (vocalista da banda) gostou dos cartazes anteriores que fazem uso de instrumentos referentes ao samba ou ao hip hop na arte. O pedido era que continuasse nessa linha.

Além disso (hehe!), o prazo era mega apertado.

E, claro, não poderiamos deixar de falar da maior de todas as limitações: o meu amor pelo minimalismo. No meio do fim das contas é sempre ele que me salva justamente nos momentos que penso estar mais amarrado. Dizem que gato acuado vira leão, né? Acho que é por aí mesmo.

Resolvi ir no inverso da fase de texturas que estava passando e apelei pro meu velho paint way of life. Peguei a foto de um pandeiro e desenhei por cima. Quando apaguei a foto sobrou a ilustração. Rabisquei o que me pareceu um caule e clonei mais alguns, criando assim, a primeira plantação de pandeiros da história.

Segui a linha do manual em todo o resto da arte. Desde o nome da banda até na minha própria logo. Olhando agora, não me agradou a disposição das informações (local, data, etc...). Hoje resolveria de forma diferente, deixando quase sem destaque.

Na época um pessoalzinho até elogiou e tals. Acho legal quando rola esse retorno porque eu mesmo não curto muito meus desenhos (apesar de ter um carinho especial dessas mais puxadas pro paint... deve ser minha alma tosca), então é bom saber quando agrada. Afinal, quem planta colhe!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

RECICLOU, TÁ NOVO!

Nem tem muito o que explicar na idéia dessa arte porque ela é totalmente baseado na capa do EP que fiz pro Base 2 (post ROTEIRO DE FILME B). Até porque esse seria o show onde a banda mais teria acrescentado suas próprias canções em meio ao repertório de covers, ou seja, estaria mais com a cara deles mesmo. Tive que adaptar as figuras pro formato A3.

Como salvo os trabalhos no formato pds (onde os layers ficam separados), posso mexer em cada uma das figuras de forma exclusiva. No caso, reutilizei o papel amassado do fundo, os números binários e o projeto da base nele impressos (apesar de formar uma única imagem, cada elemento é tratado separadamente). Além desses, tem o envelope do topo, a logo da banda e o papel branco manchado.

Como grande novidade, adicionei a presença de um mapa antigo devidamente destruido pela ação do tempo e do meu talento para desfigurar coisas bonitas. Cheguei num tom amarelo/dourado que me agradou muito.

As informações do show foram todas jogadas no papel branco. Diagramei de forma que acompanhassem (pelo menos um pouquinho) a disposição torta e basicamente utilizei dois tons de vermelho para separar palavras. Já falei que acho mais bacana separar assim do que utilizar espaços, né? Então é isso aí!

Ah, fui nesse show e a pegada dos caras tá demais. Parabéns pra banda!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

ALL YOU NEED IS.

Na qualidade de beatlemaníaco, me amargurava a alma nunca ter feito um cartazinho sequer relacionado aos quatro de Liverpool. Ficava aqui sonhando que o conceito evito-usar-photos-a-qualquer-custo-em-nome-da-ilustração-original-da-imoralidade-e-especialmente-dos-maus-costumes se encaixaria bem na viagem da banda. Pois muito bem! Senhores, senhoras (e senhoritas!), eis que chega o dia.

Acho que os garotos da Beatles For Sale (excelente banda cover de Londrina-PR) viram algum cartaz meu pro Base 2 e pediram o contato. Quando o fizeram, fiquei muito feliz mesmo e rapidamente comecei a produzir a peça que apresento hoje. Foi até fácil porque muita das idéias já faziam parte dos meus sonhos, o que tornou a criação do cartaz num lindo dreamstorming.

Costumo criar identidades visuais pras bandas, mas nesse caso, a imagem dos Beatles me é tão forte que simplesmente deixei vir pra fora meus sentimentos em relação a banda. E, via de regra, sempre lembro de alegria, amor, loucura e psicodelia (não necessariamente nessa ordem) qdo penso nos caras.

Pra começar o fundo: utilizei uma textura de papel meio rústica e a fundi com uma espécie de "explosão solar". De quebra, misturei a ilustração que indica quem é quem no encarte do "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" (Parlophone - 1967) deixando bem claro que o psicodelismo iria rolar solto na bricadeira.

Como minha idéia era não usar photo da banda (conceito novo pros Beatles For Sale que, se não me engano, sempre utilizaram imagens dos ingleses nos cartazes), redesenhei a famosa silhueta dos quatro pulando clicada por Dezo Hoffman em 1963 e que basicamente virou uma logo maravilhosa.

Feito isso, o próximo passo era aproximar com o clima dos filmes/trilhas "Magical Mystery Tour" (Parlophone - 1967) e "Yellow Submarine" (Apple - 1969), então dá-lhe arco-íris, estrelas saltando e nuvenzinhas malucas. Ainda rolou espaço pra sair uma medalhinha condecorativa do bumbo do "Sgt.Peppers", hehe!

Depois foi só colocar as infos de maneira centralizada e correr pro abraço! Ah, e detalhe pra apple ali no meu carimbo,hohoho! Adorei fazer. Gosto de desenhar todas as bandas que trampo, mas putz... Beatles é Beatles, né rapaziada?

segunda-feira, 10 de maio de 2010

ORA BOLAS!

Opa,opa! Eu sei que parece arte temática de Copa do Mundo, mas AINDA não é (nesse momento estou fazendo uma sobre a competição pra outro cliente que, provavelmente, pintará por aqui no futuro...). Essa brasilidade toda vem do fato da banda ter pedido que fosse evidenciado o repertório inteiramente nacional. Então, meus queridos, dá-lhe verde&amarelo, ora bolas!

E por falar em bolas (hehe!), segui a linha do cartaz da estréia (post NAFTALINA OITENTISTA) e lotei de bolinhas no fundo. Dessa vez com uma aparência quase tridimensional.Uma hereseia pra um fã de 2D do meu naipe.Mas achei que ficou mais descolado (new-wavemente falando, claro!).

Com a diagramação resolvida (não tão simples pelo acréscimo das promoções do bar que despertaram o alerta de possível poluição), o que complicou um pouco foi destacar as logos do bar, da banda e ainda as ofertas do fundo, mas utilizei recursos de sombreamento e funcionou.

Ah, da série os-microdetalhes-que-só-el-escama-enxerga-na-bagaça: Quando estava pra dar o papo como encerrado, me bateu a idéia de trocar as bolinhas amarelas por PacMans, hehe! Ficou simpático! A única que mantive como bolinha foi a que levou meu carimbo.

Buenas, tamos ae! Brasil-sil-sil!
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segunda-feira, 3 de maio de 2010

FILOSOFIA FAST FOOD

Arte bem simples (afinal de contas esse aqui é o projeto simples, né?) pro Maracutaia do Samba. Seguindo o conceito dos primeiros cartazes de evidenciar instrumentos ligados ao samba e mantendo a onda preto e branco por questões financeiras.

Tentando dar um ar psicodélico sem cor, destrui uma foto de um cavaquinho no photoshop e colei ela duas vezes meio apagada quase em cima da imagem de origem.

A parte do samba estava ok, mas e a citação ao hip hop e suas modernidades como é que fica? Buenas, peguei a foto de um circuito e fiz o mesmo processo de destruição apagada pro fundo.

Achei interessante que a grossura do circuito impresso ficou quase igual ao das cordas do cavaco, gerando uma quase unidade dos elementos tão diferentes. Acabou dando um ar de profundidade pra idéia (provavelmente daquelas que só eu, romântico pra essas coisas, consigo enxergar, hehe!) pois acabei relacionando isso com a fusão do rap com o samba que a banda faz.

Achou viagem demais pra pouco elemento? Poizé, Zé! Como disse, há muito tempo atrás, um grande amigo que nem faz idéia do impacto que essa frase teve na minha vida (depois de digerida): "A complexidade está na simplicidade". É assim que toco meu norte.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

PERO LA GARANTIA...

Se você, querido e curioso leitor deste humilde blog, procurar nas postagens anteriores, vai encontrar mais cartazes do "especial O Rappa" que os garotos do Base 2 promovem. A peculiaridade desse é o fato do pedido da própria banda para que seu nome estivesse em menor destaque do que o tema do show. Nem perguntei, mas acredito que isso ocorreu por dois motivos: a proximidade de um show que fariam no mesmo local dali a poucos dias com seu repertório rock'n'roll e músicas autorias, além de querer desvincular o seu nome do famoso grupo carioca (uma vez que falta pouco pro lançamento do próprio disco da Base 2).

Por conta disso, pensei em dar um outro caminho em relação ao que faço costumeiramente com a identidade visual da banda. Mas acabei mantendo elementos (sou um fraco e não resisto às minhas velhas manias), mexendo apenas em algumas sutilezas. Mesmo assim a própria banda chocou-se um pouco com a diferença do resultado final.

A primeira e principal mudança foi o fato da logo do Base 2 ter sido limada dessa arte. Destaquei o nome d'O Rappa e coloquei os responsáveis pelo show bem pequenininhos logo abaixo. E pra consolidar que o destaque fosse a banda tema do show, acabei deixando de lado a logo do Vitrola Bar também.

No fundo uitilizei imagens sobrepostas. Descolori uma textura de tábuas e colei por cima uma foto de satélite de um cânion com uma coloração psicodélica soturna. E lá embaixo uma espécie de grafite com o boneco de lata do Rappa Mundi (Warner - 1996), pintando só o contorno da arte original.

Além das informações tradicionais (horário, data, valor), tive que adicionar as promoções da noite que, apesar de serem um chamariz de público, sacrificam a limpeza do cartaz, hehe! Acho que consegui deixar de uma maneira discreta, gostei do joguinho que fiz com os horários de limite, deixando um em cada canto e chamei a atenção pra eles com as mãos retiradas do disco Sete Vezes (Warner - 2008) apontando pra elas.

As diferenças acabaram ficando mais na falta das logos especialmente e na coloração. De resto mantive padrões parecidos com os que já vinha utilizando anteriormente. Acabei dando conta da proposta inicial pero sin perder la ternura (como diria o comuna que mais estampa cartazes e camisetas no mundo, hehe!) No show seguinte do Base 2, com o repertório autoral, voltei a seguir o caminho "tradicional". Logo posto ele por aqui. Até lá!

sábado, 3 de abril de 2010

ESPECTRUM BY TECHINICOLOR

Primeiro show do Pedrera no Estação Café Brasil, casa mais intimista onde a banda teria uma maior proximidade com o público que, via de regra, vem aparecendo num excelente número em todas as apresentações.

Achei bacana essa idéia de proximidade e resolvi que, dentro do que chamo de padrão pro Pedrera (com a logo mega destacada), sinalizaria algo assim colocando a galera no cartaz. Para isso, recortei, zoei e colei o público presente na capa do primeiro disco ao vivo dos Engenheiros do Hawaii (Alívio Imediato, BMG - 1989).

A parte da logo sempre me deixa afins de mudar um pouco. Como deixei a galera preta e o fuindo seria o branco chapado, achei que um colorido de tons mais pastéis não faria mal a ninguém. Além disso, a banda tocaria com um imagens sendo projetadas no palco, dando uma imprerssão meio ectoplasmática. Então, nada mais justo do que dar um toque fantasmagórico pra leitura do nome. Misturei cores e espalhei com o meu amado efeito do dedinho no photoshop. Até que deu um toque clean, né?

Deixei as informações brancas vazando o público com alguns detalhezinhos que gosto (data sem espaço entre as letras, mas com tamanhos de fonte diferentes, permitindo a leitura) e fim de papo. Mais um cliente satisfeito (eu acho...). Próximo!

quarta-feira, 24 de março de 2010

NAFTALINA OITENTISTA

Cartaz de estréia da banda Pacman 80. Obviamente os caras só tocariam músicas da década onde ombreiras eram legais, fazer um permanente no cabelo era bonito e, sabe-se lá como, o rock'n'roll invadiu de maneira mais agressiva os meios de comunicação brasileiros.

Começando pelo nome da banda, é bom situar pros jovens nascidos numa era pós internet que Pac Man é o nome de um dos jogos mais populares do videogame da infância de quem viveu aquela década: o Atari. Era um simpático personagem redondo e amarelo, com um olho e uma boca que comia umas pastilhas e fugia de fantasmas dentro de um labirinto. Baseado no formato do homenageado e nas cores do seu game, desenhei o nome da banda.

Coloquei essa logo dentro de uma televisão. Escolhi um modelo típico da década, daquelas que não tinham controle remoto e que, pra mudar de canal, girava-se um botão mega barulhento (CLEC CLEC CLEC...) que se encontrava no aparelho.

No fundo verde apelei pras bolinhas com uma coloração um pouco mais fraca coma finalidade de dar um certo ar new wave. Pras infos utilizei a fontes estilo do Atari mesmo e pronto. Sem maiores complicações.

quinta-feira, 18 de março de 2010

QUATRO CANTOS

Mais uma arte pro Maracutaia do Samba. Cartaz bem simples. Eu que torço o nariz pra utilização de fotos (prefiro desenhar!), preferi evidenciar o conceito da banda aqui e, assim como na outra arte, mostrei os instrumentos da proposta musical.

Dessa vez fui atrás de fotos mais caprichadas pra estragar elas no photoshop. Distribui um pandeiro, cavaquinho, fone de ouvido e uma agulha mandando ver num disco de vinil nos quatro cantos (numa disposição que invadisse um pouquinho o meio onde estaria o nome da atração) e usei um efeito que as deixava meio "rabiscadas".

Diferentemente da outra arte (post LA RE-VUELTA!), o repertório desse show seria mais abrangente, por isso coloquei junto ao nome da banda, uma loguinho dizendo "Samba raiz & Hip hop". Sabicumé, os meninos estão ainda decolando e nem todo mundo sabe exatamente o que a banda toca, então facilitar um tantinho (desde que não polua) é saudável.

Acabei dando uma cara mais cinza pra vizualização geral, usando uma das minhas queridas texturas de papel velho pro fundo. Na hora até achei bacana, porém (TEM SEMPRE UM PORÉM!!!) olhando agora já não me agrada tanto. Provavelmente se tivesse passado pelo "teste do dia seguinte", eu teria limado o fundo e teria dado um ar mais clean. Buenas, é bão pra eu saber que não é sempre que a papelada old fica bacana e, querido cliente ou até mesmo você leitor habitual do blog, taí um bom motivo pra se pedir um trampo com antecedência pro cara que cuida da tua identidade visual, hehe!

quinta-feira, 11 de março de 2010

CONTRÁRIO DO CONTRÁRIO

Não lembro exatamente a situação do pedido desse cartaz do Base 2 fazendo o seu já tradicional especial com as músicas d'O Rappa, o que me leva a crer que tive certo tempo pra fazer sem pressão (evitando causos bizarros!).

Pensei em fazer algo diferente da "delicadeza" proposta pelo última arte (post DELICADA FORMA DE CALOR) mas fazendo uma auto-referência utilizando o mesmo dragão do disco "O silêncio q precede o esporro" (2003). Queria algo mais rústico/agressivo.

Começando pelo fundo, ele certamente não seria branco. Fui atrás de alguma textura pra zoar (minha grande mania atualmente) mas achei pouco. Então misturei três maluquices diferentes e colei de forma aleatória uma em cima da outra, deixei tudo meio marrom e virou essa imagem sombria que aparece aí.

Joguei um filtro no dragão onde ele absorve a textura de fundo, mas não ficava contente com o posicionamento dele. Então resolvi duplica-lo! Um de frente pro outro pra dar um tom de simetria (no segundo não utilizei o filtro absorvente).

Logo da banda gigante lá em cima de tudo e nome do especial escrita num "Sex Pistols Way of Life" pra manter o clima agressive, mas faltava algo pra dar aquele grauzinho de sujeira, em especial no pé do cartaz. Peguei uma foto da lua nascendo numa região árida e simplesmente destruí ela com um zilhão de effectos. Parece que os dragões estão abraçando o nosso querido satélite, hehe! Pra completar ainda zoei uma linha de rabiscos e deixei atravessada no meio da arte. Agoooora eu gostei!

Por causa das texturas acredito que ando correndo o risco de poluir mais q necessário os trabalhos. Então todo o cuidado é pouco nesses casos. O fato de ter pouca informação ajudou nesse sentido e deixei ela razoavelmente pequena, então acho que consegui ser agressivo sem necessariamente agredir o desenho.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

LA RE-VUELTA!

Opa, banda nova no pedaço! Maracutaia do Samba, que mistura a batida e pegada do hip hop ao ritmo abençoado por Cartola, Nélson Cavaquinho, Clara Nunes, Bezerra da Silva e tantos outros bambas que eu adoro.

Claro que, pra variar, o pedido foi feito pra ser entregue "dali meia hora", o que é sempre uma grande faca de dois gumes. Por mais que eu tenha certa agilidade, essa pressão do tempo esgotando nunca te deixa dar a devida atenção aos detalhes tão pequenos de nós dois. E sabemos que eles são coisas muito grandes pra esquecer.

Obviamente não fiz em meia hora (exijo 40 minutos, pô!), hehe! Mas facilitou saber que seria um especial tocando apenas o repertório do Marcelo D2. Lembrei a onda mais clean da capa do disco "A procura da batida perfeita" (2003) e pensei em deixar basicamente branco com uns tons pastéis nas gravuras. Porém (TEM SEMPRE UM PORÉM!!!), questões financeiras me impediram a utilização de cores.

Ainda na viagem da capa do disco, quis colocar elementos do samba e do hip hop. Comecei então uma busca por imagens pra, mais tarde, destruí-las no photoshop. Encontrei um pandeiro, uma picape de DJ e o mais legal (quem acompanha o blog sabe que isso me atrai estéticamente...) UM PROJETO DE CAVAQUINHO, mostrando as partes do instrumento. Levei tudo pro photoshop e transformei em desenhos pra estampa bem clarinhos, mas a digramação dos elementos no espaço não me agradava. Então, eureka!, separei o cavaquinho e deixei uma metade pra cada canto do cartaz. Agora eu tinha um fundo.

O resto foi jogar no simples: nome da banda lá em cima, redesenhei a logo do D2 colocando-a gigante ali no meio, e o restante das informações logo abaixo. Tudo num preto 100%, dando bastante contraste pois a arte seria xerocada e nesse caso não é bom inventar muito por causa da qualidade da impressão.

Buenas, a banda gostou bastante do cartaz, o show foi bacana, a garotada agradou e voltou ao bar com um repertório mais diversificado que incluia suas próprias composições (também fiz os cartazes desses shows, em breve eles darão a cara no blog) e logo foram convidados a repetir o especial D2 numa outra casa de shows da cidade. Legal! Só que dessa vez o cartaz NÃO SERIA xerocado. Com a impressão numa qualidade melhor poderíamos bricar com as cores e resolvemos dar umanova chance praquela maltratada primeira arte. Eu sou super contra repetir arte, mas nesse caso até concordei que era justiça divina, hehe!

Utilizei o mesmo fundo com a inclusão de uma textura de tecido e um punhado de efectos especiais do photoshop. Pintei manualmente de qualquer jeito (mas friamente calculado) utilizando um pincel mais roots que o programa oferece. Ainda apaguei as bordas do desenho, como se estivesse rasgado nos cantos. E zéfini! Acho que consegui passar uma impressão de gastura (afinal, a arte estava sendo reaproveitada!).

O que acabou dando mais trabalho nesse novo/velho cartaz foi encaixar a grande quantidade de informações. Resolvi deixar tudo lado a lado com blocos coloridos de amarelo e laranja separando-as. Note que os blocos estão com efeito de transparência.

Dificilmente vou fazer isso de "repetir" arte, mas aqui não resisti. A chance de compensar os maus tratos e injustiças que um "filhinho" recebeu no passado foi mais forte pro papai aqui. Pequei, confesso! Mas esse tem perdão.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

VINDE A MIM...

Aqui uma arte de 1/2 página de jornal que fiz pra Prefeitura Municipal de Parauapebas-PA. O objetivo era aproveitar o dia das crianças pra divulgar as ações realizadas pela atual administração pro público infantil. A redação ficou por conta da Mariana Salles.

Além do texto, a logo da prefeitura seria item obrigatório e o restante seria eu e minha circunstância. O prazo também era curto (apenas um dia pra entregar), então não dava pra ficar me decidindo por qual caminho seguir. Acabei indo por onde não tenho dúvidas: a estrada da simplicidade.

Então desenhei (com aquele meu amado pincel do photoshop que parece giz de cera) meninos e meninas brincando num gramado com um céu azul sem nuvens, aquele típico Sol e o arco-íris mais clichê que poderia existir. Para isso, fiz uso de toda a minha técnica e saiu um retrato igualzinho de quando eu frequentava o jardim da infância (acho q não evoluí muito desde lá...). Sempre achei os meus desenhos um tanto quanto infantis, portanto, nada mais óbvio do que ser eu mesmo nessa missão.

Redesenhei a logo da prefeitura do mesmo jeitinho adoravelmente tosco e fim de papo. Além de sair no jornal, essa arte também teve uma versão pra outdoor. A diferença (além do tamanho, claro!) é que não rolou o texto na versão gigante. Chegamos a pensar em me fotografar ao lado de uma das placas (sim! Eu estive no Pará!), mas pra sorte de suas retinas, esquecemos.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

ROTEIRO DE FILME B

Essa é a arte de mais uma prévia daquilo que virá a ser o disco do Base 2. A banda decidiu distribuir/divulgar uma espécie de EP com as quatro primeiras canções que já estão finalizadas e coube a este que vos escreve conceber a capa que seria naquele envelope de couchê fosco, ou seja, lance simples, sem encarte com letras e etc. Apenas capa e contracapa.

Tive carta branca pra essa arte e desenvolvi a idéia de forma relativamente rápida. Já tinha feito uma capa nesses moldes pra banda (post ET. HOME. TELEPHONE.) e resolvi cita-la de leve (yes, eu curto uma auto-referência!). Enquanto baseei a primeira numa photo de satélite da Área 51, nessa nova quis destruir a imagem ainda mais. As manchas no papel preto amassado são a própria! A partir dessa primeira imagem pronta desencadeou-se a idéia toda.

Vendo os trabalhos anteriores fica evidente que adoro utilizar como fundo essas texturas de papel velho/manchado/amassado. Estava seguindo nesse caminho quando pensei "e se os papéis velhos fossem os protagonistas do filme dessa vez?". Eureka! O coadjuvante estava sendo promovido. Imaginei toda uma saga cinematográfica onde, por mexerem com a base militar mais secreta do mundo, os meliantes da banda estariam sendo espionados pelas autoridades poderosas e engravatadas do misterioso mundo encantado das conspirações. Então a capa seria uma visão da bagunçada mesa onde os arquivos confidenciais estariam devidamente espalhados após uma sigilosa pesquisa realizada por agentes dotados de intenções pouco amigáveis.

Por cima do papel preto joguei, logo de cara, uma folha branca pra contrastar. Nele sobrepus dois elementos:
1- o projeto de uma base militar arruinado pelos meus talentos destrutivos no photoshop;
2- duas séries de números binários (preta e vermelha).

Depois achei a foto de uma velha pasta de arquivo (de onde mais poderiam ter saído todas as informações espalhadas?) e cravei a logo da banda com um efeito que dá uma certa impressão de auto-relevo. Levei em consideração as dobras da embalagem ao aplicar o nome e cortei uma pequena parte da logo (vendo q a foto está toda torta, podemos supor que ela foi tirada às pressas por um agente duplo infiltrado com a intenção de alertar os garotos sobre o perigo que corriam...).


A contracapa é a continuação da foto, ou seja, a arte aberta mostra a imagem total da cena. Porém (TEM SEMPRE UM PORÉM!!!), como a lógica e a ordem dos fatores pedem que o receptor da mensagem comece olhando a capa e só depois vá pra contracapa, deixei as mais importantes informações pra esse pedaço (afinal de contas, revelações bombásticas só tem graça fornecidas no desfecho da película). Saindo debaixo da folha branca, vem uma tira rasgada com o nome das canções (ou seriam mensagens subliminares?) e, mais ao canto, a ficha que entrega toda a parada, claro! Contendo a especialidade de cada um dos quatro elementos, seus contatos e ainda revelando as mentes subversivas por trás de toda essa produção. Ah, o detalhe que, modéstia a parte, achei golpe de mestre é a marquinha do copo de café manchando a papelada (como se alguém tivesse passado uma noite toda debruçado sobre as informações).

Na bolacha, peguei o papel preto e joguei as imagens da folha branca. Depois escureci um pouco mais o geral e coloquei o nome da banda bem grande (tanto que fica cortato) na parte superior. Parece simples, né? Curiosamente esse foi o momento que mais quebrei a cabeça no processo todo, ficando algum tempo resolvendo cores e tamanho da logo com os próprios integrantes da banda.

Percebam que não existe citação nenhuma que faça referência a minha pessoa, livrando assim a minha cara de toda essa invasão de privacidade e garantindo a continuidade desse blog que continuará na sua singela missão de escancarar esses fatos absurdos, doa a quem doer! Como acaba essa stória? Buenas, talvez as revelações finais estejam no encerramento da trilogia, anunciada pro derradeiro projeto gráfico do disco Base 2. To be continued...

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

RRRROOOOOOCK

Num belo dia topei on line com o Gabriel Thomaz, guitarrista e vocal do Autoramas. Acompanho a banda desde o primeiro disco Stress, depressão & síndrome do pânico (2000) e passei o link desse blog pro cara. Na resposta ele elogiou e, talvez por educação (hehe!), perguntou se eu não estava afim de fazer um cartaz pro Autoramas. Topei, claro!

Interessante pegar uma pra fazer a arte de uma banda que conheço bem. Geralmente eu tento descobrir os conceitos visuais enquanto vou sendo apresentado ao cliente, mas nesse caso trabalho com uma que já tem uma imagem bem definida na minha cabeça. Então o desafio aqui passa a ser não desonrar muito essa imagem e tentar acrescentar um toque meu.

Usei a textura de uma chapa de metal (isso se passou antes do lançamento do disco desplugado, senão poderia ter pensado em madeira, hehe!) na parte superior e inferior da arte. Deixei um espaço negro no meio, como se fosse um buraco.

Na chapa inferior estampei uma foto do trio bem simples. Na superior, coloquei a logo da banda e preenchi o seu globo com uma esfera metálica de verdade, tentando dar uma uma impressão tridimensional.

No "buraco negro" coloquei a minha pitada de esquisitice: letras brancas aleatórias preenchendo a totalidade do espaço e pintadas de vermelho as que formam o grito de guerra da banda "Rooooock". Esse espaço poderia ser usado também pra colocar as informações de um show específico.

Buenas, simples de tudo com um toque escamoso. Não sei se o Gabriel vai utilizar pra essa arte pra alguma coisa, mas mesmo que não seja divulgada, gostei muito de fazer.