quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

FORTES ELEMENTOS

Começando com "tudo começou", tudo começou qdo me mudei pra Londrina e me instalei no PlayRecPause Audio Works. Resumidamente, passei a acompanhar as gravações/mixagens/masterizações dos discos produzidos no estúdio e um dos q acompanhei mais atentamente foi aquele que viria a ser o segundo álbum do MamaQuilla. Conhecia bem as canções e me surpreendendo por gostar muito do que ouvia pois, até então, nunca fui um grande ouvinte de Reggae. Amigos começaram a fazer uma campanha para que o Tiago (vocalista) convidasse este que vos escreve essas linhas retas para desenvolver o projeto gráfico e, realmente, ele o fez. O engraçado dessa stória é que mandei o embrião dessa capa que você vê aí em cima capa 3 minutos após o convite porque, durante as audições, é claro que já tinha feito um projeto secretamente. E ela foi imediatamente aprovada. Seguiriamos todo o projeto nesse conceito.

E que conceito é esse? Buenas, aí vc que está lendo tem que ir até o myspace do MamaQuilla (logo no lado, na sessão EU OVO, TU OVES tem o link) e ouvir a música dos caras pra começar a entender. Já conhecia o primeiro registro sonoro oficial da banda, mas nesse segundo eles me soaram mais pesados. Em todos os aspectos: letras, melodia, arranjos, produção, etc... eu sentia um lance mais forte, ou seja, estava diante de um excelente trabalho. Então a idéia era tentar passar essa sensação no projeto gráfico. A começar pela cor. Usei um vermelho bem forte e o preto contrastando nas fontes que foram manualmente alteradas (fechei "perninhas" e buracos das letras) ficando mais pesadas também. O nome da banda foi diagramado de forma que vai além do limite da capa, assim como a logo-lua, num vermelho 100% dá as caras com um verniz que a deixa brilhante. Muito bacana!

Na contracapa, baguncei o nome das músicas de formas nada centralizada e sem padrão de tamanho. Todas pretas, exceto a canção-título que destaca-se em branco. Ao fundo, o nome da banda no vermelho tradicional imenda-se com a logo-lua da capa que dá as caras por ali também.

Assim como o primeiro disco do MamaQuilla, o formato da capa/encarte não é uma caixinha de plástico, mas um livrinho de capa dura. Acho melhor assim pelo simples fato de caixa e encarte serem uma coisa só, evitando que vc perca um dos dois quando separados. Sem falar que, cá entre nós, é muito mais chique, né? Numa época onde ninguém mais compra disco, esses diferenciais são essenciais pra despertar o desejo do um consumidor. Quer mais? Então lá vai: os caras colocaramo disco pra vender pela bagatela de dez reais! É mole?

Ao abrir esse pequeno livro, de cara encontra-se o CD. A arte da bolacha é basicamente a reprodução da capa sem o acréscimo da logo-lua. E, ao lado, a página de apresentação do encarte. A idéia pra parte interna foi de usar as texturas de papel antigo que eu tanto adoro. Isso acabou acarretando na vontade de imprimi-lo em papel reciclado, ampliando seu conceito rústico.

Seguindo a linha da contracapa, a diagramação das letras das músicas foi bagunçada. Estrofes tortas pra direita, esquerda e retas ou algumas frases com a fonte maior do que as outras, misturam-se com títulos bagunçados. Desenhei uma figura referente a cada uma das canções como se fosse um pintura rupestre pintada emvermelho (sangue dos animais, yeah!) e isso influenciou diretamente no tratamento das fotos dos músicos. Estraguei como se fizessem parte do papel velho mesmo. Originalmente tinha até estragado mais, mas os músicos ficaram chateados por aparecerem muito feios, haha! Não tiro a razão...

Ah! Aqui só postei os desenhos do disco, não é a capa scaneada. Ok?

Curti demais fazer esse trampo! O disco acabou de ser lançado e, tal qual um filhinho,virou automaticamente um xodó e eu fico todo babão, hehe! Deixo postado também o cartaz que fiz pro show de lançamento. Nem tem muito o que explicar já que baseei totalmente no projeto gráfico do CD. Como curiosidade, fica o fato de eu ter quebrado umgalho pra banda nesse show e ter tomado conta da barraquinha onde vendia as bolachas, ou seja, as primeiras pessoas que adquiriram o disco no mundo, nem sabiam mas compraram diretamente como cara que fez a arte. Foi muito legal porque eu via a reação dos fãs da banda em relação a arte e foram só elogios... fiquei bem feliz!