terça-feira, 22 de setembro de 2009

QDO OS MUNDOS COLIDEM!

Mais um cartaz do Base 2. Pedido de arte clean (pero no mutcho...) e destaque pro repertório rock que a banda apresentaria na noite. Mãos à obra!

Comecei escolhendo o fundo de papel amassado e manchado. Só isso já daria o toque poluente que gosto de aplicar pra linguagem visual específica desse cliente. Além disso, utilizando o pincel do photoshop, rabisquei de forma caótica e agressiva boa parte da extremidade inferior da página. Pra não falar que não tem um padrão (ordem no caos, hehe!), fiz mais ou menos de forma que apontasse o centro do papel.

Enquanto isso, no Corel, desenhava bolas e mais bolas. Algo na minha mente gritava desvairadamente "Qdo os mundos colidem! Qdo os mundos colidem!" (NotaNerd: esse é o nome de um crossover entre a DC e a Milestone Comics publicado na HQ do Superboy em 1995) e eu obedecia sem questionar o momento de surto. Eis que penso "Ok, ok... tá tudo muito legal mas onde vou colcar a logo da banda?" e a solução só podia ser vazar os círculos colados! Ao fazer isso me ocorreu de vazar o resto (mas não todas!) de forma diferente. Repeti a ação só que, dessa vez, vazando de fora a fora as bolas com traços vermelhos. Aglomerei todas de uma forma totalmente dadaísta e mandei tudo pro photoshop onde apliquei alguns efeitos de luz nas bolas não-vermelhas, o que resultou num grande contraste entre elas.

As informações e os nomes das bandas tocadas no repertório deixei de forma bem discreta, de um jeito que já tinha utilizado antes e gostado: sem espaço entre as palavras e separando elas apenas por cor.

Cada vez mais venho desenhando no Corel e finalizando no Photoshop. Antes desenhava 100% em um ou em outro. Agora podemos dizer que está 50-50. Realmente os mundos andam colidindo bastante por aqui...

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

SÓ AS OGIVAS: UH! UH!

O subtítulo desse post bem que poderia ser o bom e velho slogan do Monty Phyton: "E agora algo completamente diferente!" já que trata-se de um cartaz de baile funk. Nada contra o evento nem o estilo musical (ao contrário de muitos, eu considero o funk algo muito interessante), mas nunca me imaginei fazendo arte pra um evento desses. Provavelmente por pré-conceito em relação a linguagem visual que me vem em mente sobre o assunto e, portanto, certo receio de como eu funcionaria tentando aplicar meus conceitos dentro desse mundo.

Além do medo da novidade (sim, como qualquer ser da espécie humana, eu também sofro com isso!), o número de informações para se colocar no cartaz era razoavelmente grande e corria o risco de poluir a arte.

Com o nome da festa definida (Explosão Funk) pensei no óbvio de colocar um famoso cogumelo de fumaça gerado por uma bomba atômica. Achei uma foto decente que foi devidamente estragada no photoshop e ali coloquei as atrações da noite, porém (TEM SEMPRE UM PORÉM!!!) durante a pesquisa me deparei com algo que chamou a minha atenção: um desenho tosco pra caramba, quase um amálgama entre uma caixa de som e um ser composto por duas células. Curioso, fui dar uma olhada e descobri que aquilo era uma representação de uma bomba H! Logo, os desenhos que parecem caixas de som saídas de algum episódio dos Simpsons, são duas bombas. Imagino que se algum físico nuclear (ou algo similar) foi na festa deve ter falado "Uau, esse cara viajou bonito!", hehe! A moldura deixei toda distorcida como se tivesse sido abalada pelo calor gerado pela explosão.

Além disso, teria que comunicar o concurso da "Garota popozão" (hehe!) que iria rolar ali. O cliente pediu pra colocar a foto de uma gostosona, mas achei desnecessário e, além disso, prejudicaria a arte. Simplesmente deixei em letras grandes e nas mesmas cores do anúncio da festa. Destacou-se sem precisar apelar.

Buenas, muito legal mexer com linguagens diferentes do que estou acostumado. Sempre dá medo, mas no fim é um medo legal! E mais legal ainda é passar por cima dessas coisas. Acho que no fim das contas, consegui fazer um diálogo entre a linguagem funk e a minha própria. Vivendo e aprendendo!