quarta-feira, 6 de maio de 2009

SOPRO SÓBRIO

Lembra quando falei que meu auge seria o dia que eu fizesse um cartaz no Paint? Então... chegou o grande dia!

O meu parceiro musical e da vida, Paulo Mopho, pediu a arte (pra ser divulgada só na net) de um show voz e violão. Ele anunciou como "Paulo Mopho e seu violão encantado". Poizé, Zé... assim como eu, o rapaz gosta desses temas malucos. A decoração do Tulha Seca também é bem peculiar, com reboques aparecendo, e sacos de estopa para sentar. Achei que combinaria uma arte mais "inacabada", com um Q de psicodelia. Então decidi me arriscar no bom e velho Paint mesmo!

Nunca fui um desenhista de mão cheia. Não mesmo! Claro que,quando moleque, passava horas desenhando, mas jamais consegui dar detalhes pra um desenho e fazer um traço reto. Pensando bem, não faço isso até hoje com o meu trabalho, hehe! Até que assisti o documentário "Oscar Niemeyer - A vida é um sopro" (2007) e percebi que o traço daquele monstro sagrado é bem simples. E nem por isso deixava de ser lindo! Me encorajou bastante na volta pros rabiscos.

Meu traço sempre foi rabiscado, sujo, tremido. Desde criança! Hoje gosto dessas características. Desenhei o Paulão sentado num banquinho, sentando a mão na viola e escrevi todas as informações (inclusive meu carimbo) da mesma forma. Achei que o nome do bar e do músico não estavam se destacando, então desenhei de forma mais grosseira e pintei com o baldinho de tinta.

Originalmente escrevi "e seu violão encantado" e pintei só o retrato do Paulo com aquela mistura de cores psicodélica que eu adoro usar. Mas quando ele viu, pediu pra eu tirar o violão encantado porque não queria passar essa impressão (meu amigo está ficando com a imagem de uma espécie de super herói do rock em Marília), mas a de uma coisa mais sóbria e folk. Sugeri então que, além disso, as cores fossem limadas também, deixando tudo em p&b. Aprovado!

Legal que antes de escrever esse post eu nem tinha consciência de como o documentário do Niemeyer tinha batido forte em mim. Acho que foi na mesma época que comecei a assumir de verdade o conceito de diferença através da simplicidade pra fazer esse tipo de trabalho que faço hoje. Caminho único! Pode não ser a coisa mais linda do mundo, mas só eu faço assim. Por mais que o traço seja "poluído", deu uma delicadeza quase infantil pra arte. Gostei! Aguarde novos cartazes no Paint!

2 comentários:

ozzy disse...

Hehehehe...fikou foi fantástico. Representou fielmente a comunicação do underground nutritivo, e op Paulo qu me perdoe, mas ficou muito mais bonito retratado assim!! hEHEHEHE. abrçs Escama.

cãozim disse...

MARAVIAAAAAA

quero um pro meu dono

rch rch rch