segunda-feira, 25 de maio de 2009

NOSTRADAMUS, ET'S & CHÁ DE CIPÓ

Opa! Quanto tempo, heim? Fiquei uma semana correndo atrás de uns trabalhos e não deu pra postar nada aqui. Vamos tentar voltar ao normal essa semana.

Esse é um dos trampos que fiz nesse tempo de stand by. Show da banda Intranse Cover com abertura da Verafisher. O Paulo Mopho é cantor em ambas (na primeira toca bateria e na segunda descasca a guitarra) e a grande dúvida é se vai ou não falecer no palco do Berlin depois de se esgoelar por tanto tempo seguido, hehe! Cheguei a pensar em usar essa questão como tema pro cartaz. Algo como "Será que o Paulão vai aguentar???", mas acabei desenvolvendo outras idéias.

Já que a comunicação seria só pro orkut, resolvi me basear no visual online do último cartaz do Pedrera (post HEIM? VI-TRO-LA!), e faria a arte meio que se misturando como fundo da página de scraps do site (pra postar aqui, adaptei pro fundo do blog, claro!).

Baseado no nome da banda, queria uma certa referência a um "transe". Imaginei hipnose, zumbis, sonâmbulos, rituais pagões da idade média, etc... mas acabei lembrando do seriado Lost (afinal, como bom nerd, fico em transe assistindo meus programas favoritos!) e pensei em fazer um fundo com a fumaça preta que assusta todo mundo que adentra no meio do mato daquela ilha dos infernos. Feito isso, coloquei as informações e pronto. Até que ficou interessante, porém (TEM SEMPRE UM PORÉM!!!) não passou pelo teste do dia seguinte.

Pensei então em outro lance que tem a ver com transe e com roteiros de ficção: a boa e velha ABDUÇÃO! Ela que sempre é usada quando ninguém consegue explicar mais nada num enredo mal trabalhado, foi minha inspiração no momento onde decidi recomeçar do zero.

Zoei uma foto de um OVNI no Photoshop pra ficar como se fosse uma estampa e, pra contrastar, coloquei-a num fundo de papel já estragado pelo tempo. O ápice da tecnologia alienígena impressa num papiro velho que seria colado na internet! Deixei tudo meio borrado, como se estivesse sendo dissolvido pela ação dos anos mesmo.

A idéia me agradava, mas ainda faltava alguma coisa pra separar as informações do show e a banda de abertura. Tentei deixar apenas um traço simples entre elas, depois uma espécie de feixe de nêutrons disparado por algum laser do Império Ming, mas então tive a visão do sistema solar. Os planetas, cada um com seu tamanho, dariam um ar de irregularidade, teriam tudo a ver com o tema proposto e, ainda por cima, contrastavam também justamente por já contar com os planetinhas descobertos recentemente (como se fosse um cartaz desenhado por Nostradamus prevendo os novos astros após fazer um gargarejo com chá de Santo Daime e atingir o estado Alpha).

Voltando a falar do teste do dia seguinte, esse é o lado bom de não precisar entregar a arte "pra ontem!": dá pra digerir o trabalho de uma forma mais tranqüila e saudável. Muitas vezes a empolgação da criação te deixa meio cego, surdo e mudo pro teu próprio senso crítico. Por isso, às vezes é bom parar pra dar uma respirada e deixar passar o orgasmo do parto da idéia. Orgasmo, sim! Porque esse lance de mexer com criação, pra quem gosta mesmo, é prazeroso e, sei lá, as toxinas que o cérebro libera pra dar esse prazer são viciantes e nos tranformam numa espécie de junkies sempre querendo mais. O único problema é que, no momento em que estamos em transe (não resisto, hehe!) tudo é muito bom e tudo é muito lindo. Gosto da possibilidade de usar a idéia bruta, como já falei em posts anteriores, mas nesse caso a pausa pra uma reavaliação valeu muito a pena!

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