sábado, 9 de maio de 2009

MISSISSIPI DELTA

Ainda na loucura de desenhar no Paint e fazer traços infantis, uma das opções que mandei pro Paulo Mopho (post abaixo) era um desenho dele voando montado no seu violão (não mais) encantado, feito no Photoshop com uma opção de pincel que parece um giz de cera. Acabou não sendo utilizada, mas estava plantada a idéia de um novo tipo de recurso para utilizar num próximo cartaz.

Eis que o Max pede uma nova arte. Desta vez não para sua banda, mas sim pra apresentação voz e violão que ele faz nos bares da cidade (nesse caso a Usina Londres). Ah, um negão sozinho com seu violão? Pô! Imediatamente lembrei das margens do Mississipi, do Yazoo e dos heróis que inventaram o blues lá no sul dos EUA naqueles tempos em que ser músico e negro era garantia de um generoso convite pra um dos famosos churrascos da Clu Clux Clã...

Outro lance que deu o start pra idéia foi o fato do Max ter falado algo como "acústico e nervoso". Achei demais pra um título! E se encaixava perfeitamente com a história das tristes fogueiras racistas e com o estilo de desenho que eu estava afim de fazer, utilizando o pincel já citado que me lembra coisa antiga (mais precisamente os antigos cartazes russos e das primeiras copas do mundo).

Comecei rabiscando o um cara tocando violão no Photoshop. Gostei do desenho, mas faltava alguma coisa pra combinar com o "nervoso". Tentei fazer mais de uma mão direita pra dar a impressão de movimento, mas não ficou legal. Até que veio o link com o fogo. Eureka! Incendiei o violão e o nome do artista, além de pintar as informações no mesmo estilo do resto. Legal, mas ainda faltava alguma coisa...

Não estava gostando do fundo. Tentei várias cores, textura de madeira... mas nada me agradava. O branco destacava a arte, mas faltava a sujeira! Então utilizei o pedaço da capa de um antigo disco de vinil (pra ser mais preciso, Tim Maia Racional Vol. 1 -1975). Recortei um pedaço branco todo sujo de marcas de dedos e colei atrás do desenho. Não é que deu impressão de fumaça? Poizé, zé! Eu não tinha mais o que acrescentar ali porque ele estava pronto. E fim de papo!

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