sábado, 30 de maio de 2009

O QUE LHE FOR PROPORCIONAL

Mais um daqueles casos em que eu estava viajando, coloco o pé em Londrina e "Cara... tava esperando você chegar! Faz um cartaz URGENTE!!!". As pessoas devem achar que eu não tenho e-mail mesmo. Pô, gente! É só me mandar uma mensagem com o pedido da arte que eu faço de onde estiver e envio rapidão.

Buenas, mais um show do Max & MP3 no Estação Café Brasil. A diferença desse pros outros é que o repertório estaria mais focado em canções do Lulu Santos. Não seria um tributo, mas teria muitas canções do papa do pop brasileiro no repertório. Então a missão era fazer uma certa citação a isso, mas sem dar impressão de especial do cantor.

Eu precisava de um plano rápido. Ou um plano longíquo do horizonte... hehe! É isso aí mesmo. Flertei com a letra de Tudo Igual (álbum ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE, 1994, BMG Ariola) e zoei com uma foto de um horizonte deveras longíquo: o de Mercúrio! Poizé... a foto de fundo é da superfície do nosso vizinho. Coloquei uma moldura preta bem simples e a primeira parte da arte estava feita.

Ainda empolgado com o pincel que parece um giz de cera, pintei em volta da moldura com um vermelho escuro. A logo da banda também se apresentaria dessa maneira no meio do cartaz, mas queria juntar ela com o fundo e, por isso não respeitei a moldura preta. Gostei do resultado. Fica uma impressão que a a moldura está envolta pelo vermelho, pois o fundo está atrás dela e a logo passando pela frente. Bacana!

Pra finalizar ainda citei a letra da canção que me inspirou com "Então vamos deixar combinado: aqui é a vida real", separando a frase com a logo. Como se estivesse marcando um encontro com o público (então vamos deixar combinado), mostrando com quem, pra não ser um desagradável encontro às cegas (Max & MP3) e mostrando que seria algo grandioso (aqui é a vida real).

A divulgação desse show foi interessante também. Imprimiu-se um cartaz gigante numa folha tamanho A0 (A zero: 84,1 x 118,9 cm) pra colar na parede do Café Brasil. O Max falou que iria colar durante a tarde, mas aconselhei ele a fazer isso de noite, pois estaria lotado de gente na hora assistindo um outro show que estava rolando. Dito e feito! A casa parou pra ver o maluco colando aquele poster enorme, hehe! Começou a despertar a curiosidade do pessoal ali mesmo de forma instantânea. Se não me engano, até combinou-se de ter um desses por show e aquele espaço da parede ficar reservado exclusivamente pro Max. Até porque acredito que, a partir de agora, vão aparecer vários desses cartazes grandões, hehe! É a velha stória de deixar o ovo em pé: depois que Colombo descobriu a América, todo mundo foi pra lá fácil, fácil, né?

quarta-feira, 27 de maio de 2009

MEUS PARACHOQUES

Pô... já faz um ano do primeiro show do Pedrera? Como o tempo passa rápido! Nem parece que faz tudo isso.

Pra falar a verdade, eu tinha feito um desenho no paint pra esse show. Antes mesmo do cartaz do Paulo Mopho (post SOPRO SÓBRIO), já tinha tido a idéia e feito um belo e feliz desenho pro Pedrera, mas com o lance do aniversário, guardei a idéia pra uma próxima e resolvi trabalhar nesse tema.

Comecei querendo passar algo feliz. Cores quentes. Saca anúncio do McDonalds? Por aí mesmo! Esse tipo de fundo com variações da mesma cor sempre me passou essa impressão. Por isso decidi utiliza-lo.

Mantive a logo grandona como mandava a tradição dos outros cartazes, porém (TEM SEMPRE UM PORÉM!!!) eu não me sinto muito bem com repetições. Queria também passar uma outra imagem relacionada ao aniversário. Os frutos quer a banda colheu nesse tempo e tals. Opa, opa, opa! Eu falei frutos? Eureka! Coloquei o número um enorme no meio e fiz a logo meio q nascer dele. Talvez só eu veja isso, mas ficou parecendo uma árvore, hehehe!

Por trás da árvore, inseri os frutos. Um amálgama entre retrospectiva e caracteristicas da banda. Cartazes antigos, alto falante, um bolinho e o braço da guitarra (que álias deu um trabalho do cão pra achar uma parecida com a do Ângelo) saem de trás do número de forma desordenada mas sem poluir agressivamente a arte. As informações coloquei de forma bem discreta, justamente pelo risco de poluição que corria perigo de acontecer.

Parabéns pro pessoal da banda (Júlio, Sara, Ângelo e Luciano) , muito obrigado pela confiança e pela amizade! Essa data é importante pra mim também pelo simples motivo de, paralelamente ao aniversário Pedreristico, fazer um ano que comecei a me arriscar com essa história de ilustrar. Aquele jornal que a gente "publicou" (post EXTRA! EXTRA!) me fez andar por um caminho que só me deu alegrias além de bons frutos profissionais e principalmente pessoais. Nesse caso aqui o "tamô junto!" nunca soou tão verdadeiro.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

NOSTRADAMUS, ET'S & CHÁ DE CIPÓ

Opa! Quanto tempo, heim? Fiquei uma semana correndo atrás de uns trabalhos e não deu pra postar nada aqui. Vamos tentar voltar ao normal essa semana.

Esse é um dos trampos que fiz nesse tempo de stand by. Show da banda Intranse Cover com abertura da Verafisher. O Paulo Mopho é cantor em ambas (na primeira toca bateria e na segunda descasca a guitarra) e a grande dúvida é se vai ou não falecer no palco do Berlin depois de se esgoelar por tanto tempo seguido, hehe! Cheguei a pensar em usar essa questão como tema pro cartaz. Algo como "Será que o Paulão vai aguentar???", mas acabei desenvolvendo outras idéias.

Já que a comunicação seria só pro orkut, resolvi me basear no visual online do último cartaz do Pedrera (post HEIM? VI-TRO-LA!), e faria a arte meio que se misturando como fundo da página de scraps do site (pra postar aqui, adaptei pro fundo do blog, claro!).

Baseado no nome da banda, queria uma certa referência a um "transe". Imaginei hipnose, zumbis, sonâmbulos, rituais pagões da idade média, etc... mas acabei lembrando do seriado Lost (afinal, como bom nerd, fico em transe assistindo meus programas favoritos!) e pensei em fazer um fundo com a fumaça preta que assusta todo mundo que adentra no meio do mato daquela ilha dos infernos. Feito isso, coloquei as informações e pronto. Até que ficou interessante, porém (TEM SEMPRE UM PORÉM!!!) não passou pelo teste do dia seguinte.

Pensei então em outro lance que tem a ver com transe e com roteiros de ficção: a boa e velha ABDUÇÃO! Ela que sempre é usada quando ninguém consegue explicar mais nada num enredo mal trabalhado, foi minha inspiração no momento onde decidi recomeçar do zero.

Zoei uma foto de um OVNI no Photoshop pra ficar como se fosse uma estampa e, pra contrastar, coloquei-a num fundo de papel já estragado pelo tempo. O ápice da tecnologia alienígena impressa num papiro velho que seria colado na internet! Deixei tudo meio borrado, como se estivesse sendo dissolvido pela ação dos anos mesmo.

A idéia me agradava, mas ainda faltava alguma coisa pra separar as informações do show e a banda de abertura. Tentei deixar apenas um traço simples entre elas, depois uma espécie de feixe de nêutrons disparado por algum laser do Império Ming, mas então tive a visão do sistema solar. Os planetas, cada um com seu tamanho, dariam um ar de irregularidade, teriam tudo a ver com o tema proposto e, ainda por cima, contrastavam também justamente por já contar com os planetinhas descobertos recentemente (como se fosse um cartaz desenhado por Nostradamus prevendo os novos astros após fazer um gargarejo com chá de Santo Daime e atingir o estado Alpha).

Voltando a falar do teste do dia seguinte, esse é o lado bom de não precisar entregar a arte "pra ontem!": dá pra digerir o trabalho de uma forma mais tranqüila e saudável. Muitas vezes a empolgação da criação te deixa meio cego, surdo e mudo pro teu próprio senso crítico. Por isso, às vezes é bom parar pra dar uma respirada e deixar passar o orgasmo do parto da idéia. Orgasmo, sim! Porque esse lance de mexer com criação, pra quem gosta mesmo, é prazeroso e, sei lá, as toxinas que o cérebro libera pra dar esse prazer são viciantes e nos tranformam numa espécie de junkies sempre querendo mais. O único problema é que, no momento em que estamos em transe (não resisto, hehe!) tudo é muito bom e tudo é muito lindo. Gosto da possibilidade de usar a idéia bruta, como já falei em posts anteriores, mas nesse caso a pausa pra uma reavaliação valeu muito a pena!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

CAFÉ SEM BÚSSOLA

Não falei que gostei do estilo do giz de cera da arte anterior? Poizé, Zé! Acabei utilizando no seguinte do Max & MP3.

A idéia inicial era um desenho meio abstrato e dadaísta que eu estava fazendo no Corel. Pensei em utilizar uma textura de fundo e como o show é no Estação Café Brasil, procurei o saco do café pra testar como ficaria. Não ficou bom, porém (TEM SEMPRE UM PORÉM!!!) acabei gostando mais da história do saco mesmo e resolvi abandonar o caminho original.

Buenas, com um saco de fundo, coloquei a logo da banda bem grande e centralizada, mas precisava de uma cor que destacasse. Como a imagem tinha elementos claros e escuros, nenhuma cor conseguiu um resultado satisfatório.

Resolvi então transformar a foto de fundo num desenho. Feito isso, ainda dei uma clareada na imagem para que ela ficasse como uma espécie de marca d'água (claro que com muito mais destaque do que uma normal). Mas o dilema das cores ainda não estava resolvido.

Mesmo com o clareamento do fundo, nada me agradava. Comecei a pintar usando o recurso do giz pra deixar mais "bruta" a arte, mas não estava gostando. Até que pintei apenas o contorno da logo. Fiz de um jeito bem tosco mesmo, com pouco capricho, justamente pra combinar com a textura rústica do fundo. E gostei!

Deixei as informações bem pequeninas pintadas com o mesmo pincel logo abaixo e utilizei o recurso também no carimbo escamoso. Depois joguei a logo do bar lá em cima, mas refiz ela inteira com o pincel do giz de cera pra entrar no conceito do resto da arte.

O que começou como uma idéia pro Corel, terminou 100% no Photoshop. Sempre é maravilhoso esse lance que a criação te dá de desviar totalmente seu rumo por causa de um pequeno detalhe que te desperta um zilhão de novas idéias. Nesse mar nervoso da imaginação, a coisa menos recomendada é ter um mapa que te guie pro caminho das Índias. Navegar sem bússola pode te dar o prazer de descobrir novos continentes...

sábado, 9 de maio de 2009

MISSISSIPI DELTA

Ainda na loucura de desenhar no Paint e fazer traços infantis, uma das opções que mandei pro Paulo Mopho (post abaixo) era um desenho dele voando montado no seu violão (não mais) encantado, feito no Photoshop com uma opção de pincel que parece um giz de cera. Acabou não sendo utilizada, mas estava plantada a idéia de um novo tipo de recurso para utilizar num próximo cartaz.

Eis que o Max pede uma nova arte. Desta vez não para sua banda, mas sim pra apresentação voz e violão que ele faz nos bares da cidade (nesse caso a Usina Londres). Ah, um negão sozinho com seu violão? Pô! Imediatamente lembrei das margens do Mississipi, do Yazoo e dos heróis que inventaram o blues lá no sul dos EUA naqueles tempos em que ser músico e negro era garantia de um generoso convite pra um dos famosos churrascos da Clu Clux Clã...

Outro lance que deu o start pra idéia foi o fato do Max ter falado algo como "acústico e nervoso". Achei demais pra um título! E se encaixava perfeitamente com a história das tristes fogueiras racistas e com o estilo de desenho que eu estava afim de fazer, utilizando o pincel já citado que me lembra coisa antiga (mais precisamente os antigos cartazes russos e das primeiras copas do mundo).

Comecei rabiscando o um cara tocando violão no Photoshop. Gostei do desenho, mas faltava alguma coisa pra combinar com o "nervoso". Tentei fazer mais de uma mão direita pra dar a impressão de movimento, mas não ficou legal. Até que veio o link com o fogo. Eureka! Incendiei o violão e o nome do artista, além de pintar as informações no mesmo estilo do resto. Legal, mas ainda faltava alguma coisa...

Não estava gostando do fundo. Tentei várias cores, textura de madeira... mas nada me agradava. O branco destacava a arte, mas faltava a sujeira! Então utilizei o pedaço da capa de um antigo disco de vinil (pra ser mais preciso, Tim Maia Racional Vol. 1 -1975). Recortei um pedaço branco todo sujo de marcas de dedos e colei atrás do desenho. Não é que deu impressão de fumaça? Poizé, zé! Eu não tinha mais o que acrescentar ali porque ele estava pronto. E fim de papo!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

SOPRO SÓBRIO

Lembra quando falei que meu auge seria o dia que eu fizesse um cartaz no Paint? Então... chegou o grande dia!

O meu parceiro musical e da vida, Paulo Mopho, pediu a arte (pra ser divulgada só na net) de um show voz e violão. Ele anunciou como "Paulo Mopho e seu violão encantado". Poizé, Zé... assim como eu, o rapaz gosta desses temas malucos. A decoração do Tulha Seca também é bem peculiar, com reboques aparecendo, e sacos de estopa para sentar. Achei que combinaria uma arte mais "inacabada", com um Q de psicodelia. Então decidi me arriscar no bom e velho Paint mesmo!

Nunca fui um desenhista de mão cheia. Não mesmo! Claro que,quando moleque, passava horas desenhando, mas jamais consegui dar detalhes pra um desenho e fazer um traço reto. Pensando bem, não faço isso até hoje com o meu trabalho, hehe! Até que assisti o documentário "Oscar Niemeyer - A vida é um sopro" (2007) e percebi que o traço daquele monstro sagrado é bem simples. E nem por isso deixava de ser lindo! Me encorajou bastante na volta pros rabiscos.

Meu traço sempre foi rabiscado, sujo, tremido. Desde criança! Hoje gosto dessas características. Desenhei o Paulão sentado num banquinho, sentando a mão na viola e escrevi todas as informações (inclusive meu carimbo) da mesma forma. Achei que o nome do bar e do músico não estavam se destacando, então desenhei de forma mais grosseira e pintei com o baldinho de tinta.

Originalmente escrevi "e seu violão encantado" e pintei só o retrato do Paulo com aquela mistura de cores psicodélica que eu adoro usar. Mas quando ele viu, pediu pra eu tirar o violão encantado porque não queria passar essa impressão (meu amigo está ficando com a imagem de uma espécie de super herói do rock em Marília), mas a de uma coisa mais sóbria e folk. Sugeri então que, além disso, as cores fossem limadas também, deixando tudo em p&b. Aprovado!

Legal que antes de escrever esse post eu nem tinha consciência de como o documentário do Niemeyer tinha batido forte em mim. Acho que foi na mesma época que comecei a assumir de verdade o conceito de diferença através da simplicidade pra fazer esse tipo de trabalho que faço hoje. Caminho único! Pode não ser a coisa mais linda do mundo, mas só eu faço assim. Por mais que o traço seja "poluído", deu uma delicadeza quase infantil pra arte. Gostei! Aguarde novos cartazes no Paint!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

BREGA & CHICK

Essa idéia nasceu antes do pedido. Quando fomos na gráfica imprimir o cartaz do Tiradentes (post LIBERTAS QUÆ SERA TAMEN), ficamos esperando pelo atendimento e fui pegar uma revista pra ler. Eis que pego um exemplar do Superboy da extinta editora Ebal. Primeiro fiquei surpreso por ter uma raridade daquelas pra ler numa sala de espera (até agora não sei como não surrupiei tal preciosidade arqueológica...) e, segundo, fiquei encantado com a impressão reticulada (ou meio tom) daquele tempo. Cheio de pontinhos pra colorir e tals. Mostrei pro Max que também achou legal e no mesmo instante brotou o pensamento "preciso fazer um cartaz nesses moldes ou não desfrutarei de satisfação nessa vida!".

Pouco tempo depois, o Max me fala sobre utilizar uma foto pra próxima arte. Fiquei com os dois pés atrás. Eu evito ao máximo utilizar fotos das bandas. Não tem absolutamente nada a ver com a minha proposta de conceito e, além disso, acho que dá um tom de banda de baile mesmo pro heavy metal mais from hell do mundo, ou seja, brega. Claro que essa é uma visão extremamente pessoal, mas é o que sinto. Por isso evito de verdade. Brega por brega, prefiro uma arte 100% original minha. É mais difícil do que simplesmente copiar e colar uma foto, mas dá mais alegria ver que meu DNA está ali.

Expliquei isso tudo pro Max, que não só entendeu como compartilha dessa idéia comigo, porém (TEM SEMPRE UM PORÉM!!!), a foto em questão não era da banda, e sim, do sobrinho dele. Justamente na primeira vez que o moleque sentou num piano! Como o show se tratava da volta do Max ao palco do Valentino depois de tantos anos e, por isso mesmo, o tema seria "Como se fosse a primeira vez", ia de encontro com a imagem sugerida. Aprovada na hora!

Ainda assim, a idéia de simplesmente colar a foto não me descia suavemente. Então lembrei do Superboy! Coloquei o efeito de retícula na imagem e deixei só em tons de verde e branco. Aí sim, o negócio começou a ficar bem interessante...

O Max ficou desconfiado quando avisei que iria mexer na foto, mas curtiu a idéia quando viu e na hora se ligou de onde vinha. Pediu pra seguir essa linha e foi o que eu fiz. Coloquei uma borda grossa e arrendondada pra dar essa sensação de quadrinho ou figurinha e mandei ver em cores que se destacassem no verde. Amarelo pro nome do bar e vermelho pra logo da banda. Seguindo a onda dos cartazes anteriores montei o fundo pras informações com várias logos do Max & MP3 (assim como a própria logo), o que continuou dando o ar de retícula pro todo.

Pra quem corre da simples possibilidade de utilizar fotos, gostei muito do resultado final. Muita gente pergunta se a foto é do próprio Max quando moleque, pois o efeito utilizado e a combinação de cores passou um ar retrô. Bacana! Como eu disse lá em cima, brega por brega... prefiro ser pelos meus próprios méritos, né? Assim posso desfrutar da tal satisfação, hehe!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

HEIM? VI-TRO-LA!


Novo show do Pedrera em uma nova casa londrinense. A Sara (baixista) falou sobre relacionar a arte com o nome do bar (Vitrola) e fazer o desenho de um disco ou coisa parecida. Então uma velha idéia voltou a martelar minha cabeça: a de fazer o cartaz num disco de vinil.

Preciso exaltar minhas qualidades como um ser humanista e solidário, hehehe! Explico: na verdade, eu estava guardando essa idéia pra possível estréia de uma banda autoral minha. Quando ouvi a sugestão, resolvi abrir mão do egoísmo pelos caras! Sim, senhores e senhoras! Eu sou um cara de bom coração.

Aqui não tem nem muito o que explicar já que a idéia (pra variar) é extremamente simples. Comprei discos de vinil riscados a preço de banana num sebo e escrevi com uma cola plástica prateada apenas o necessário mesmo, ou seja, data e local. Por apostar que a arte ia chamar atenção por ter um formato diferente, decidi ser bem seco nesse sentido.




Desenhei um rótulo, seguindo a linha dos cartazes com a logo da banda bem grandona, imprimi e colei no bolachão e pronto! Tudo por um custo extremamente barato. Gastamos menos na produção de cada unidade do que se fosse uma impressão em gráfica. Legal, né?

Pra divulgação no orkut, simplesmente tirei uma photo de um dos cartazes, copiei a cor de fundo dos scraps e colei o disco (assim como copiei o fundo do blog pra colar aqui). Ficou parecendo que estava colado na mensagem. Gostei do efeito que deu. Inicialmente a foto do disco não motrava o rótulo legal, então colei o desenho dele na imagem pra versão online. A parte preta q envolve o rótulo também é desenhada.

A arte acabou dando o tema pro cenário do show. Colocam uma enorme cópia do disco no palco que ficava girando durante as músicas. Genial!

Buenas, esse recebeu e ainda está recebendo elogios (como o show foi ontem espero receber mais, né? Haha!). Nunca fui muito "artesanal", mas confesso que adorei ter feito esse trabalho. Se fico batendo tanto nessa tecla de diferença e caminho pessoal, nada melhor do que mudar o formato padrão. Provavelmente esse foi o primeiro de uma série de cartazes que saem da mídia impressa. Vamos ver o que o futuro vai trazer pra essa cabecinha que vos escreve!

Ah, e preciso confessar! Não fui tão amigão assim ao dar a arte que seria pra minha estréia pros caras. Tenho um plano B de que gosto muito, hehe! Então, quem sabe um dia, ela entre por aqui também.