sexta-feira, 24 de abril de 2009

SAUDOSA PIRATARIA!


O MamaQuilla é uma banda muito bacana! Conseguiu, com som autoral, criar um circuito de reggae em Londrina, gravou um disco (Efeito Sintonia, 2005) no Playrecpause Audio Works de forma 100% independente e vendeu todas as unidades da bolacha (acho que foram duas ou três prensagens de mil cópias). Até que, um belo dia, rolou um convite pra tocar num festival bacana ao ar livre com entrada franca no principal parque da cidade e não tinham mais discos pra vender. A solução mais rápida e prática foi se autopiratear com direito a caixinha produzida por este humilde servo do minimalismo que vos escreve!

Decidido que a embalagem seria algo bem simples (até pra baratear o custo final do produto), comecei a pensar na ilustração da capa. Redesenhei a lua estilizada que é a logo da banda e coloquei duas espadas cruzadas logo abaixo como se fosse uma bandeira pirata. Pra contracapa, num toque pessoal escamoso, desenhei um Pula-Pirata, antigo brinquedo dos anos 80 onde o boneco de um piratinha ficava dentro de um barril. O objetivo do jogo era ficar colocando espadas no barril até que uma acionasse o mecanismo que fazia o pequeno tubarão dos mares saltar. Boa lembrança! O desenho ficou como um carimbinho logo acima do nome das faixas.

Para o CD, compramos uma midia branca printável e mandamos fazer um carimbo com a logo da lua. Queimamos as cópias no próprio studio, no computador que continha a master do disco, ou seja, por sair direto da origem, a versão pirata perigava ter uma melhor qualidade do que o original, hehe!

Após impresso, me lembro de ter passado um dia inteiro recortando e montando as caixinhas. Adoro fazer esse tipo de serviço! Me lembra os tempos do estágio que fiz na época da faculdade numa agência interna de uma rede de varejo. Eu fiz de tudo por lá! Pesquisa, atendimento, planejamento, mídia, criação, arte-final... e também coloquei a mão na massa cortando adesivos e montando vitrines pras lojas. Chegava antes das lojas abrirem pra colar cartazes e adesivar vitrines. Foi uma época de que me recordo com carinho, então sempre que rola a oportunidade de fazer esse tipo de serviço manual (recorte, dobra, colagem, etc...) que o pessoal costuma achar chato, prefiro até fazer sozinho. Nem vejo o tempo passar!

A capinha ficou muito simpática e deve ter vendido todas as cópias porque não sobrou nenhuma pra mim. Tudo bem que eu tenho o disco original, mas esse é item de colecionador, né? Buenas, talvez esse trabalho tenha me dado alguns créditos necessários para, tempos depois, ser contratado pra fazer o projeto gráfico do próximo disco da banda que já está pra sair, mas isso é história pra um futuro post...

O link pro myspace do MamaQuilla está aí do lado na sessão EU OVO, TU OVES!

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